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48 horas na Serra da Mantiqueira, onde o inverno é programa

A menos de três horas do interior paulista, a serra troca a pressa por lareira, gastronomia e paisagem. Um roteiro de fim de semana.

Redação MYA HOME · 12 de julho de 2026

Há um tipo de viagem que não pede aeroporto. A Serra da Mantiqueira começa a pouco mais de duas horas do interior paulista e entrega, num único fim de semana, o que muita gente atravessa o mundo para encontrar: ar frio, lareira acesa, boa mesa e silêncio.

O caminho já é o programa

A subida da serra faz parte do prazer. A temperatura cai a cada curva, a paisagem se abre em vales e a pressa vai ficando para trás junto com a altitude. Chega-se diferente de como se partiu — e essa é a ideia.

Onde o inverno vira hospedagem

A região transformou o frio em arte de receber. Pousadas boutique e hotéis de charme fazem da lareira o centro de tudo: o edredom pesado, a banheira com vista para a mata, o café da manhã que se estende porque não há motivo para pressa. Em Campos do Jordão e nos vilarejos vizinhos — Gonçalves, São Francisco Xavier — a hospedagem é parte do destino, não só o lugar onde se dorme.

À mesa, o calor da montanha

A gastronomia da serra é feita para o frio. Fondues à luz de vela, trutas da região, queijos de produtores locais e um café que aquece as mãos. Há mesas de destino que sozinhas justificam a viagem — e adegas que pedem uma tarde inteira.

O luxo de não ter roteiro

O melhor programa da serra é não ter nenhum. Uma caminhada até o mirante, uma parada numa cervejaria artesanal, o fim de tarde na varanda com um vinho e um casaco. O relógio, aqui, é um detalhe.

Na serra, o luxo não é fazer muito. É ter tempo de não fazer nada.

A menos de três horas de casa, sem fuso e sem aeroporto, existe um outro clima — no sentido literal e no figurado. Basta subir.

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