Os endereços gastronômicos que valem a viagem a São Roque
A menos de 40 minutos de Sorocaba, a Terra do Vinho guarda cantinas, vinhedos e mesas de inverno que transformam o almoço de domingo em destino.
Há cidades que se visitam e cidades que se saboreiam. São Roque é da segunda espécie. A pouco mais de meia hora de Sorocaba e a uma hora da capital, a Terra do Vinho e da Alcachofra construiu, ao longo de gerações de imigrantes italianos e portugueses, uma cultura de mesa que faz do trajeto parte do prazer.
Ir até lá para almoçar não é exagero. É roteiro.
A estrada que vira programa
O coração gastronômico da cidade tem endereço: a Estrada do Vinho, uma sequência sinuosa de cantinas, vinícolas e restaurantes encravados entre parreirais e morros. Percorrê-la sem pressa, de uma parada a outra, é o jeito certo de conhecer São Roque — com o tempo que uma boa mesa exige e a paisagem que só o interior oferece.
No inverno, quando a serra esfria, a estrada ganha seu momento mais elegante: é a temporada do fondue, servido à luz de lareira, com vinho da casa e vista para o vinhedo.
O vinho, antes de tudo
Foi a uva que deu nome e alma à cidade. As vinícolas locais — a tradicional Góes entre as mais conhecidas — abrem suas portas para degustações que unem o copo à história de cada família produtora. Não se espera ali a pretensão dos grandes rótulos importados, e é justamente esse o charme: um vinho de raiz, honesto, que combina com a mesa farta e com a informalidade sofisticada do lugar.
Levar algumas garrafas na volta faz parte do ritual.
À mesa: o que pedir
A cozinha de São Roque é generosa por natureza. A alcachofra, símbolo da cidade, aparece em entradas, cremes e pratos que valem a estação. As cantinas servem massas de fazer sentar à mesa por horas; as tábuas de queijos e embutidos pedem o vinho da casa; e as sobremesas guardam o gosto de doçaria antiga, das que já não se encontram na cidade grande.
É comida que não tem pressa — e é essa a proposta.
Quando ir
O programa muda com a estação. O inverno pede fondue e lareira; o verão, o almoço demorado sob as parreiras, com a tarde inteira pela frente. Em qualquer época, o segredo é o mesmo: reservar o dia, não apenas a mesa.
Em São Roque, o almoço não é uma pausa no passeio. O almoço é o passeio.
A poucos quilômetros de casa, sem aeroporto e sem fuso, existe um destino que muita gente cruza o mundo para encontrar: a mesa lenta, o vinho de origem e a paisagem que transforma um domingo comum em memória. Basta pegar a estrada.
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